historia

1. PRIMEIROS PASSOS

A primeira movimentação associativa do meio aeronáutico do Porto teve lugar com a criação do "Núcleo do Norte do Aero Club de Portugal", a 6 de Março de 1929.

Este núcleo activo organizou a 1ª Escola de Aviação Civil do Norte em 1931 no Campo Militar de Espinho.

Por outro lado, começou desde logo a procurar obter o seu próprio Aeródromo tendo, em campo, improvisado, terrenos da Senhora da Hora, levado a cabo o 1º Festival Aéreo em 1934.

Este mesmo núcleo fundou o Aero Club do Porto , a 21 de Março de 1935, tendo ainda nesse mesmo mês tomado duas iniciativas importante:

- A organização dum 2º Festival Aéreo nos mesmos terrenos da Senhora da Hora.

- Aberta uma subscrição entre os seus associados para a compra do seu primeiro avião. Esta aquisição veio a concretizar-se em Outubro do mesmo ano de 1935, sob a forma de um CAUDRON LUCIOLE (CS-AAN), baptizado de PORTO.

baptismo

Em Maio do mesmo ano, pela mão do então Capitão Piloto Aviador Oliva Telles, fundou a escola de Aviação do Aero Club do Porto, sendo o próprio Capitão Oliva Telles o Instrutor.

(Falecido 30 anos mais tarde, com a patente de Major, Oliva Telles é ainda hoje uma espécie de "Padroeiro" do nosso AeroClube).

Em Julho de 1936 obtém o A. C. Porto o seu 2º avião um DE HAVILLAND 60G GIPSY MOTH II (CS-AAC), que ostentava já o nome JORGE CASTILHO e em Agosto desse ano recebem o brevet os primeirosalunos pilotos do Aero Clube.

Na sua acção de divulgação aeronáutica no norte do país, o Aero Club do Porto esteve ligado à fundação de outros dois:

- O Aero Clube de Braga, em Outubro a 27 de Abril de 1935

- O Aero Clube de Mirandela, a 16 de Abril de 1946.

Em 1937 começou a acção tendente à construção de Aeroporto da cidade do Porto; as movimentações efectuadas obtiveram o acordo e apoio das entidades oficiais civis e militares; os estudos de locais e condições estenderam-se pelos Concelhos de Porto, Gaia, Maia e Valongo.

Um sócio de clube executa o ante-projecto.

Em Maio de 1940 é aprovada a escolha do terreno de Pedras Rubras e, após um longo processo de expropriação, as obras são iniciadas em Abril de 1943, sendo inaugurado a 3 de Dezembro de 1945.

A partir de Abril de 1947 o Aero Club do Porto fica instalado num hangar adquirido à Companhia de Transportes Aéreos, C. T. A.

É curioso saber que a primeira viagem internacional da TAP a partir de Pedras Rubras teve lugar por iniciativa do Aero Club do Porto, que para o efeito fretou um avião daquela companhia para um voo até Vigo.

2. Actividade

rally internacionalA actividade aeronáutica do Aero Club do Porto foi particularmente intensa a partir dos anos 50.

Em 1960, nas comemorações do seu 25º Aniversário, realizou o mais célebre dos Ralis AéreosInternacionais "VINHO DO PORTO", que trouxe até nós 37 aviões estrangeiros.

Dessas comemorações faz também parte um grandioso Festival Aéreo Internacional, onde brilhou aconhecida Esquadrilha "Dragões, da Força Aérea Portuguesa.

Mas até essa data, já o Aero Club do Porto tinha no seu curriculum 27 provas desportivas, mais de 140 pilotos formados e mais de 14.000 horas voadas.

As décadas de 60 e 70 vieram um pouco amortecida a actividade do A.C. P., por virtude da evolução económica e política do País, particularmente marcada pela Guerra do Ultramar e pela Revolução deAbril de 1974. Mas a sua escola manteve-se sempre activa, sendo um viveiro permanente para a F.A.P. emesmo para a TAP em desenvolvimento.

Dignos de destaque nestas décadas são Festival Aéreo do Verão de 1977, o maior já realizado emPortugal, e a Exposição Estática concomitante, no Palácio de Cristal.

3. OS NOVOS PROJECTOS:

O desenvolvimento e a internacionalização do Aeroporto de Pedras Rubras foram dificultando cada vez mais a actividade do Aero Clube do Porto, que a partir dos primeiros anos da década 70 recomeçou a procura de um local e meios para a sua nova sede e base de trabalho.

A 1ª tentativa com grandes possibilidades,  gerada no Verão Quente de 1975, teve lugar no Concelho da Maia, no lugar de Vilar de Luz.

Posteriormente, nos anos 80 esteve iminente a construcção dum Aeródromo em Valongo, que teve projecto aprovado pela DGAC e terrenos cedidos ao Clube pelos seus proprietários, mas que falhou por falta de concretização dos meios financeiros.

De 1988 a 1992, o Comandante Cassiano dos Santos Rodrigues e o Sr. José Manuel da Costa Fragoso, inconformados e incansáveis, insistiram na tentativa de encontrar uma alternativa que pudesse libertar o Aero Clube do Porto das grandes dificuldades impostas pela A.N.A. no Aeroporto de Pedras Rubras. Até que em 1992, depois de uma visita ao Aero Clube de Santiago de Compostela em que foram usados para deslocação três aviões de sócios do Aero Clube, após ter amadurecido correctamente o projecto da pista de Vilar de Luz,da autoria do sócio Eng.º Rui Luís Matos Coelho, o Sr. Presidente da Câmara da Maia, Prof,Dr. José Vieira de Carvalho, não só profilhou este projecto como também lhe incutiu uma tremenda dinâmica e lhe deu uma maior dimensão para que o Aeródromo, além de poder ser utilizado pelos "tecotecos", também possa vir a ser utilizado por birreactores e "commuter".

Com um esforço inigualável, com correcta, pronta e eficiente colaboração da equipa técnica do Aero Clube incluindo legislação e procedimentos aeronáuticos da responsabilidade do Sr. Pedro Barros Prata, com a competência do Sr. Eng.º António Gonçalves Bragança Fernandes com a diplomacia do Sr. Dr. José Dias Sousa e Silva e com o comando da execução dos trabalhos pelo Sr. Eng.º Alfredo Alvura da Hora Soares, foi possível proporcionar a primeira aterragem neste inédito Aeródromo, decorridos apenas 350 dias depois da promessa do Sr. Dr. José Vieira de Carvalho feita a 16 de Maio de 1992 num almoço de convívio na Pousada da Via Norte, depois de descerrada a lápide da primeira pedra do Aeródromo de Vilar de Luz.
Neste Aeródromo terá o Aero Clube do Porto instalações sociais condignas em terreno próprio, e espaço suficiente para a secção de Voo com Motor, Voo sem Motor e Modelismo, (esta com pista própria e Espelho de Água), exiladas de Pedras Rubras.
Outras secções como Pára-quedismo e Ultra ligeiros poderão também obter o desenvolvimento e realce que merecem, liberta a actividade dos condicionalismos dum Aeroporto Internacional.
Está ainda prevista a construção de um Museu do Ar e o desenvolvimento de outras actividades de carácter mais social como restaurante, Piscina, Stand de Tiro, etc....
Em 29 de Outubro de 1965, no seu 30.º Aniversário, mandou o Ministro das Comunicações “dar público testemunho de louvor ao Aero Clube do Porto, pelos relevantes serviços prestados em 30 anos de destacada e prestigiante actividade aeronáutica no domínio da aviação e turismo desportiva”.
Esforçamo-nos por voltar a merecer tal reconhecimento, não só nos domínios atrás referidos como noutros, não menos importantes e actuais.

4. MARCO HISTÓRICO
No dia 1 de Maio de 1993, tem lugar a primeira aterragem simbólica de abertura da pista feita pelo avião mais antigo e operacional do Aero Clube e do país “Piper-Cub J-3”, CS-AAQ.
Nesta data com a presença de autoridades civis e militares, presença de Aero Clube Nacionais e da Galiza, realiza-se, sob a direcção do Cor. António Gandarela Vasques, um festival aeronáutico com a participação de aviões civis, planador, ultraleves, pára-quedistas e Força Aérea Portuguesa, com demonstrações de performance dos A-7 e Fiat G-91, e pela primeira vez no país, um novo número dos “ROTORES DE PORTUGAL”, em bailado de helicópteros, além de uma exposição estática de material de voo de treino.